quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Média medíocre


Nelson Rodrigues emplacou que "toda unanimidade é burra". Pois fico pensando hoje que outra de suas criações, a saber, o título "Bonitinha mas ordinária", cai bem na classe média brasileira.

Refiro-me àquele estrato que tem dois hábitos questionáveis: "desdenhar dos de baixo" e "babar ovo para os de cima". Como disse certa vez,o Ilídio, amigo de longa data, por ora sumido, "a média é mediocre".

Esta classe média, que ora se posta como o grupo dos "neo-excluídos", está na crista da onda tentando aprender a fazer barulho de oposição. É o que se conclui do artigo de hoje de Clóvis Rossi, na Folha, segundo o qual a atual briga ideológica que acontece aqui na Braziland é das elistes contra elas mesmas.

Vou tomar um chá...


Sobre Bergman



Meu primeiro Bergman foi "Persona". O ano era 96 ou 97. Após a sessão, corri para a aula de fotografia no laboratório da PUC-SP. Passei a aula inteira completamente inebriado pela história, pelas imagens e pelo silêncio angustiante de Liv Ullmann.

Comentários: elopes.silva@gmail.com

Sobre Antonioni

Já meu primeiro Antonioni foi "Blow up". A obra foi tema de um trabalho para a faculdade. Lembro-me de ter alugado o filme do italiano no mesmo dia em que meu irmão assistiu o VHS de "Faces da Morte". Achei o segundo muito mais interessante.

O artigo que entreguei na aula ficou péssimo. Porém, Michelangelo Antonioni me cativaria, tempos depois, por outro trabalho: "Passageiro - Profissão Repórter", que pude assistir na gigantesca tela do Cinesesc em algum dia dos anos 90.