Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

"Por que que a gente é assim?"

Recebi a foto acima de um grande amigo que, por sua vez, recebeu de outro amigo. Desconsiderei a montagem grotesca e respondi.

Abaixo reproduzo minha resposta:

"Grande novidade...

A elite demorou pra perceber isso pq ficou tempo demais olhando pra Dinamarca. Já a classe média também perdeu o bonde da história pq ficou olhando de mais pra Nova York.

Tivessem elas trabalhado com afinco para a redução da pobreza e da miséria local, esse público/eleitor q "limpa a bunda com jornal" seria hoje muito menor e, por consequência, essas duas classes teriam mais membros/votos.

Simples assim"

Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Como a mídia manipula informações


Leiam o artigo de Luis Nassif e vejam como é simples manipular informações em pesquisas e reportagens.
Marcha da insensatez, por Luís Nassif
Luís Nassif (*)

Fonte:Consultor Jurídico

Essa atoarda da chamada grande mídia em relação à situação do país está extrapolando os limites do razoável. Faço parte do grupo de analistas que julga que o país está perdendo a maior oportunidade da história. Falta plano de vôo, pensamento estratégico, sucumbiu-se aos desígnios do mercado, deixou-se iludir e não se aproveitaram as oportunidades extraordinárias trazidas pelo boom da China.

Mas não é disso que os grandes jornais se queixam. Pelo contrário, têm aprovado incondicionalmente essa política econômica que permitiu aos detentores de capitais, nesse primeiro semestre, um dos maiores ganhos da história, e que continuou consumindo parcela expressiva do orçamento público em detrimento dos investimentos.

No entanto, desde o acidente com o avião da TAM — que, ao que tudo indica em decorrência de problemas técnicos e/ou falha humana — parece que nada funciona no país. Como assim?
É facílimo manipular a opinião pública, ainda mais quando se juntam veículos com poder de mercado. Se quiser medir o poder de manipulação da informação, montem-se dois grupos de leitores. Alimente-se o primeiro com noticiário exclusivamente negativo.

Não precisa ir muito longe. Se um brigadeiro diz que a pista de Cumbica está ruim, e todas as associações de pilotos e usuários dizem que não, dê destaque apenas à declaração do brigadeiro. Em cada Ministério será possível encontrar falhas que, colocadas em manchetes, joguem quaisquer méritos para segundo plano.

Ao segundo grupo, forneça apenas notícias positivas. Fale dos superávits da balança comercial, como se nada tivesse a ver com efeito-China. Celebre a apreciação do câmbio, como se fosse sinal de saúde da economia. Mostre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o PAC da Tecnologia, o PAC da Saúde, o PAC da Educação. Destaque os recordes sucessivos do setor imobiliário, o bom desempenho da indústria de máquinas e equipamentos, e esconda todos os setores que estão sendo dizimados pelo câmbio.

O primeiro grupo achará que tudo está perdido e o segundo que o país está à beira do paraíso. Toda essa diferença em cima de uma mesma realidade, valendo-se apenas do poder de manipulação da informação.

Quando se tem equilíbrio, se mostra o certo e o errado, passa ao leitor objetividade e, ao governo, pressão certa. Analisa-se um problema localizado e cobra-se a sua solução.
Quando se cria essa zorra em que, aparentemente, nada funciona, a intenção não é resolver nada. Ao leitor desnorteado por tantos problemas apresentados simultaneamente, sem nenhuma proposta de solução, a única alternativa que ocorre é mudar tudo. Como? Pedindo a cabeça do responsável maior pelo suposto caos: o Presidente da República.

Aí se geram dois efeitos simultâneos, ambos radicalizantes. De um lado, um público indignado, querendo a cabeça do presidente. Do outro, um público indignado, querendo o fígado da mídia.
Pior: quando a crítica ao Lula extrapola e assume ares de campanha sistemática, desarma todas as críticas relevantes que deveriam ser feitas aos inúmeros problemas reais que existem na administração pública.

Até onde irá essa marcha da insensatez, não sei.

[O artigo foi publicado originalmente nesta quarta-feira (1º/8), no blog Luís Nassif Online]. - O texto foi reproduzido no Jurídico.

Uma pesquisa, uma verdade. Será?

Cada vez mais fico convencido de que o ponto mais importante nas matérias que divulgam pesquisas praticamente nunca aparece.


Refiro-me às características do público ouvido, cujas respostas são usadas para provar (ou refutar) as mais variadas teorias.


Reparem que esse item, quando aparece, é relegado às linhas finais da reportagem.
Porém, ele é tão importante quanto o resultado apresentado da pesquisa.


Quando sabemos o perfil dos entrevistados, podemos imaginar em qual contexto (histórico, ideológico, econômico, social) a "nova verdade" propalada pelo trabalho "científico" foi, por assim dizer, criada.


O raciocínio é simples e flerta com a frase da Física que relaciona a observação a um referencial.

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Média medíocre


Nelson Rodrigues emplacou que "toda unanimidade é burra". Pois fico pensando hoje que outra de suas criações, a saber, o título "Bonitinha mas ordinária", cai bem na classe média brasileira.

Refiro-me àquele estrato que tem dois hábitos questionáveis: "desdenhar dos de baixo" e "babar ovo para os de cima". Como disse certa vez,o Ilídio, amigo de longa data, por ora sumido, "a média é mediocre".

Esta classe média, que ora se posta como o grupo dos "neo-excluídos", está na crista da onda tentando aprender a fazer barulho de oposição. É o que se conclui do artigo de hoje de Clóvis Rossi, na Folha, segundo o qual a atual briga ideológica que acontece aqui na Braziland é das elistes contra elas mesmas.

Vou tomar um chá...


Sobre Bergman



Meu primeiro Bergman foi "Persona". O ano era 96 ou 97. Após a sessão, corri para a aula de fotografia no laboratório da PUC-SP. Passei a aula inteira completamente inebriado pela história, pelas imagens e pelo silêncio angustiante de Liv Ullmann.

Comentários: elopes.silva@gmail.com

Sobre Antonioni

Já meu primeiro Antonioni foi "Blow up". A obra foi tema de um trabalho para a faculdade. Lembro-me de ter alugado o filme do italiano no mesmo dia em que meu irmão assistiu o VHS de "Faces da Morte". Achei o segundo muito mais interessante.

O artigo que entreguei na aula ficou péssimo. Porém, Michelangelo Antonioni me cativaria, tempos depois, por outro trabalho: "Passageiro - Profissão Repórter", que pude assistir na gigantesca tela do Cinesesc em algum dia dos anos 90.

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

O Monstro da Fossa





"O Monstro da Fossa" é o filme dentro do filme "Saneamento Básico". É por meio de sua realização que os moradores de uma pequena cidade no sul do Brasil vão conseguir dinheiro para a construção de uma obra pública de saneamento. Dinheiro da cultura sendo usado para resolver questões mais práticas da realidade brasileira.


Pois bem, "O monstro da fossa" se mostra um trabalho cinematográfico muito mais digno do que absurdos como o atualmente em cartaz "Cão Sem Dono", película afetada e sem pé nem cabeça baseada no livro “Até o Dia em que o Cão Morreu”, de Daniel Galera



Marçal Aquino, Beto Brant e Renato Ciasca se juntaram para transformar em filme a obra literária publicada pela Companhia das Letras em 2007.



Com tantas grifes físicas e jurídicas no projeto, era de se esperar mais do que um filme vazio... praticamente sem dono...